sexta-feira, 20 de junho de 2014

A tecnologia me deixou distante, muito distante, demais.

Pensei em começar esse texto com uma “citação” de Albert Einstein sobre a tecnologia, mas se fizesse isso estaria sendo tão equívoca: (“Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade: o mundo terá apenas um geração de idiotas”) A questão é que quero falar sobre a forma com que as pessoas têm utilizado seus smartphones, tablets entre outras tecnologias acessíveis ao nosso toque e de possível transporte a diversos lugares. Einstein quando escreveu “It has become appallingly obvious that our technology has exceeded our humanity.” Algo como: “Se tornou assustadoramente óbvia que a nossa tecnologia tenha excedido nossa humanidade” estava falando sobre as armas de destruição em massa e não dos nossos celulares. Portanto, acho equívoco utilizá-la para introduzir essa matéria. Dessa forma, essa verdadeira citação fica de esclarecimento.

Mas utilizando a liberdade que tenho para escrever aqui, até que a verdadeira citação de Einstein pode caber em algum momento. Hoje, a acessibilidade que as pessoas tem com smartphones, que por sinal estão cada vez mais cheios de aplicativos e processadores mais potentes e ao acesso a internet é muito maior do que em outros tempos. Penso que essas tecnologias cada dia mais avançadas são realmente muito boas – se soubermos como utilizá-la. As diversas funcionalidades de um celular ou smarthphone pode facilitar – e muito – a nossa vida se sabermos a medida da utilização, ou ela pode nos colocar em uma prisão.

Nos dias de hoje, as pessoas estão cada vez mais conectadas a esse mundo tecnológico, onde tudo é muito rápido, talvez fugaz. Há certo vício em muitas pessoas em dominar os aplicativos e estar conectada a internet o tempo todo. De certo que ela traz muitas vantagens como poder fazer a inscrição em um concurso público ou declarar o imposto de renda e até mesmo poder publicar essa matéria, como eu fiz, entre outras necessidades. Porém, hoje me parece uma compulsão em poder estar nas redes sociais dando uma olhadinha, checar o e-mail de tempo em tempo, mandar vídeos ou mensagens no whats app.

O ponto que acho mais importante nesse assunto é o quanto a tecnologia afeta a maneira de nos comportarmos. É fato que as relações interpessoais foi mudada pelo universo virtual. Para melhor ou para pior? Cada um pode responder a si mesmo. Estreitou ou esfriou a afetividade das relações?

Para finalizar, utilizo as palavras do psicanalista Carlos Mattos  sobre essa tecnologia: “Não é o celular que causa compulsão. Há algo na predisposição do sujeito me buscar naquele instrumento a compensar uma demanda que é sua. Tudo depende do uso que você vai fazer da tecnologia”.


Aqui nesse espaço, gostaria de convidar a todos a fazerem uma reflexão a cerca do uso dos smarthphones e da internet de modo geral em sua vida. Para você, estreitou ou esfriou?

Por Izabela Oliveira

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